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domingo, 22 de janeiro de 2012

Mito Freudiano: "Super-Terra"...

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Só o famoso psicanalista Freud poderia explicar a obsessão humana pelo tipo "Super".

Super-Homem e o Super-Menino...

Mulher-Maravilha...

Batman: o Super-Morcego...

Tarzan: o Super-Macaco...

Super-Pai, com um Super-Filho, e uma Super-Mãe...

Super-Computador...

Super-Carro

Super-Mercado...

Super-Edifício...

Super-Geladeira...

Super-Aparelho de televisão...

Super-Canal...

A lista dos "Super", é interminável, tudo é "Super".

"Pequeno", "Médio" e "Grande" são  insuficientes, é necessário que seja "Hiper", não importa o que seja, tem que ser "Super".

Toda esta necessidade de pensar sempre no "Gigante", no "Eterno",  no "Inquebrável", no "Indestrutível", no "Super-Poderoso", seja uma mecanismo "psicanalítico" de compensação psicológica,  diante da nossa incapacidade de aceitar a "fragilidade" da vida humana, e a futilidade das nossas ambições humanas.

A "Super-Terra" é um mito que precisa ser "detonado".

O Planeta Terra não é "Super", ao contrário do que imaginamos, é "Pequeno", "Frágil", "Insignificante", mesmo na escala cósmica da pequena Via-Láctea, diante da desconhecida imensidão cósmica.

A "Vida" só foi possível acontecer na Terra, por um dos poucos e verdadeiros "milagres" inexplicáveis, que a Religião e a Ciência, até hoje,  buscam explicações, mas só conseguem formular teorias sem comprovações definitivas, científicas, ou divinas.

Quando usamos a água, esquecemos que ela está acabando, e o pouco que ainda existe está poluída, imprópria para o consumo humano...

Quando cortamos uma árvore, não lembramos que as florestas estão acabando, e nós, e todas as demais espécies vivas, dependemos do complexo processo bio-químico, executado pelas árvores.

Quando respiramos o "ar",  vital para a vida, ignoramos que os fenômenos físicos na nossa "Estrela-Maior", o Sol, pode, num piscar-de-olhos, acabar com a atmosfera terrestre e o campo de proteção gravitacional do nosso Planeta, e suspeitamos que já aconteceu em Marte e na Lua.

Existem fortes indícios que "Marte" já foi habitável, mas hoje é um deserto irrespirável, e as causas, provavelmente, foi a destruição do campo magnético.

A Lua já possuiu atmosfera habitável, igualmente destruída pelas colossais atividades da massas coronais solares.

Nosso Planeta Terra precisa de cuidados especiais: rios, florestas, atmosferas, biodiversidades, ecossistemas, meio-ambientes,  fatores essenciais e determinantes do futuro da nossa espécie insignificante, e de uma extrema fragilidade.

Nenhuma espécie viva na Terra, sobrevive com tantas dificuldades, e a necessidade de cuidados por um período de tempo extremamente prolongado, nove meses, quanto a espécie humana.

A "Super-Terra" é um mito.

Estamos exaurindo todas as forças, todos os recursos naturais, de forma irresponsável.

Estamos administrando o Planeta Terra com a mesma irresponsabilidade e indiferença que administramos a Economia, a Política Nacional e Internacional, as Guerras, o Trânsito Urbano, os ódios e diferenças raciais, a distribuição de riquezas, as ideologias, e tantas outras mazelas humanitárias, que afligem a nossa espécie desde o Jardim do Éden.

Aplicamos bilhões de dólares em futebol, em carnaval, em sexo, em guerras, em campanhas eleitorais, em diversão, em brinquedos, luxuosos carros, majestosos navios, mas nem um centavo do "Tio Patinhas" é destinado à preservação da saúde, e do prolongamento da vida do Planeta Terra.

Explodimos bombas na atmosfera, cavamos profundos poços para extrair produtos naturais, fazendo o interior da Terra virar um "queijo suíço", sem calcular as consequências geofísicas

A Terra emite fortes sinais de esgotamento e mudanças significativas, em consequência da exploração e depredação ambiental irresponsável.

A Terra não é "Super", está exposta à inúmeros perigos cósmicos, e outros planetas, luas e estrelas do universo, são exemplos típicos do que pode acontecer com a Terra, nos próximos segundos, sem aviso prévio, apesar de toda a nossa arrogância em pensar que sabemos tudo, e que nada vai acontecer com a Terra nos próximos cinco bilhões de anos.

A verdade nua e crua, dolorida, e inaceitável, é que não sabemos nada, e poderemos não estar mais aqui, nos próximos cinco bilhões de anos, cinco mil anos, quinhentos anos, cinquenta anos, ou cinco minutos.

Não sabemos nada sobre a instabilidade, composição, temperatura, idade, origem, absolutamente nada,  sobre o núcleo do interior da Terra...

Não somos capazes de prever, com antecedência, quando e onde acontecerá o próximo terremoto...

Não somos capazes de prever, com antecedência, a direção dos ventos de um tornado, ou furacão...

Não somos capazes de prever, com antecedência, qual será a temperatura da próxima semana...

Não sabemos nada sobre a idade da Via Láctea...

Existem, nas profundezas dos oceanos, milhares de espécies desconhecidas pelo homem...

Nada sabemos sobre vulcões, ligação entre câmaras subterrâneas de magmas, dilatação, emissão de gases vulcânicos, e pior, ainda negamos a eletrostática nas regiões em risco de iminente erupção.

Nada sabemos sobre correntes oceânicas, placas tectônicas, e nem determinamos ainda se as geleiras estão derretendo ou não...

Milhares de espécies estão morrendo massivamente, de causas desconhecidas, e ainda ridicularizamos quem denuncia.

Existem mais de dez mil meteoros, não monitorados,  circulando em possível rota de colisão com a Terra...

Estamos destruindo a Terra, mas antes dela acabar, já destruímos a  nossa própria espécie, com a força mortal da ignorância presunçosa...

Toda ignorância é presunçosa, pois a principal evidência da sabedoria é o reconhecimento da própria ignorância...

É melhor consultar Freud, enquanto é tempo, pois a Terra não é "Super", e nós estamos acabando com ela.


RUI SANTOS DE SOUZA
Brasil, Curitiba, 22 de janeiro de 2012 - 13h:26