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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A Nau dos Insensatos Climáticos

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A Nau dos Insensatos Climáticos, está à deriva, sacudida pelas ondas do mar bravio, açoitada pelas tempestades que desmontam o esqueleto da embarcação...

A Nau dos Insensatos Climáticos verga sob o peso do gelo acumulado no convés...

O mastro principal está partido por uma descarga elétrica...

Todo o percurso de navegação está perdido pela ausência de uma bússola geomagnética, levada pelas monumentais ondas que varrem o convés...

As ondas sobem e descem, ameaçadoras, titânicas, fazendo gemer as estruturas da frágil embarcação...

Mas os marujos permanecem indiferentes, olhando as tempestades através de pequenas escotilhas, embaçadas pelo vapor de água...

As velas da embarcação estão rasgadas pela força dos ventos...

Mas os Marinheiros está inebriados pelo "Canto da Sereia", que capturaram na última pilhagem que puderam fazer...

A alimentação acabou, não existe água de reserva, a Nau sacode, mas os insensatos permanecem festivos e indiferentes ao perigo que espreita-os lá fora...

Já não há diferença entre o dia e a noite, tudo é sombras, mas o som da melodia que a Sereia emite, impede-os de ouvir o rugir da Natureza...


Dia da Terra
RUI SANTOS DE SOUZA
Brasil, Curitiba, 12 de novembro de 2012 - 14h:49