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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A desumanização do progresso...

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A desumanização do progresso...

Não é uma questão de demonizar o progresso.

Ao contrário, o progresso melhorou a qualidade da vida humana.

O progresso possibilitou o avanço científico em diferentes e importantes áreas do conhecimento humano.

O progresso proporcionou inovações nas áreas das comunicações, transportes, pesquisas laboratoriais, equipamentos médicos, medicamentos, combates eficientes às doenças endêmicas infecto-contagiosas.

São tantas e inumeráveis as mudanças advindas do progresso humano, nos últimos 200 anos, que, praticamente, revolucionou a maneira de viver da humanidade.

Mas a espécie humana cometeu um crime, transformou o progresso do passado e do presente na arma que matou a possibilidade de futuro.

O progresso, embora tenha contribuído, e muito, para o bem estar da vida humana, foi criminosamente transformado num monstro auto-destruidor.

O progresso foi executado sem um planejamento inteligente global.

As riquezas provenientes do progresso não foram distribuídas de forma democrática e justa, entre os humanos e com as demais espécies.

As riquezas conquistadas com os lucros do progresso foram concentradas nas mãos de poucos seres desumanizados pela mesquinhez e despidos de qualquer vestígio de racionalidade.

O progresso, a qualquer custo, desordenado, sem planejamento, destruidor das riquezas naturais, transformaram o Planeta Terra num deserto árido.

O progresso, que proporcionou incontáveis vantagens à qualidade da vida humana, foi transformado num algoz impiedoso das futuras gerações, pois, sem planejamento, visando exclusivamente o lucro individual, sem medir as conseqüências dos danos causado ao meio ambiente natural, destruiu completamente a possibilidade de vida futura no Planeta Terra.

A contaminação do ar, das águas doces dos rios, a destruição das florestas e vegetações nativas, a contaminação dos oceanos, a invasão agressiva do asfalto em desordenadas construções urbanas, avançando sobre áreas de riscos de desastres ambientais de grandes proporções, provocaram uma tsunami de flagelados famintos, com sede e sem destino.

O crescimento populacional, inteiramente desproporcional ao espaço físico disponível e habitável na Terra, originou e potencializou o crescimento dos conflitos étnicos, sociais, econômicos, políticos, religiosos, ideológicos.

O número descontrolado e irracional de habitantes, em relação ao espaço disponível, agravou ainda mais as eternas diferenças, injustiças sociais e econômicas, violências, ocorrências de crimes hediondos, gerando um monstro de muitas cabeças, cujas duas principais são o terrorismo urbano e o internacional.

O progresso, idealizado e empreendido, inicialmente, com a intenção de promover o avanço da humanidade, acabou transformado-se num grande e intransponível abismo, diante do qual estamos impossibilitados de avançar, encurralados diante de um beco sem saída.

O progresso da humanidade foi criminosamente desumanizado por um pequeno grupo de humanos impiedosos, sem ética alguma, insensíveis, criminosamente inescrupulosos, que determinaram o fim do futuro.

Existe ainda alguma esperança?

Honestamente? Não sabemos a resposta.

Há fortes indícios de que já ultrapassamos o ponto do qual seria possível retornar.

Desejamos estar errados, e que o milagre de retornar ainda seja possível.

É evidente, certo, inquestionável, incontestável, que o planeta Terra está experimentado um processo de gravíssimas transformações do clima, em conexões com conseqüências geológicas ainda desconhecidas e imprevisíveis, inteiramente incompatíveis com o número exagerado de habitantes no Planeta Terra.


Não vai acontecer, não é previsão, não é profecia e muito menos futurologia, já esta acontecendo hoje, agora.

É a realidade de hoje, inegável, pois está nas manchetes diárias de todos os meios de comunicações globais:

- A água potável acabou

- Os espaços habitáveis esgotaram


- Os oceanos estão intoxicados e morrendo, levando juntos, para o destino fatal, todos os seres marítimos ou não.

- As florestas foram destruídas, transformadas em carvão poluidores da atmosfera.

- As geleiras estão derretendo numa celeridade não imaginada nem pelos diretores dos filmes catástrofes, provocando a liberação de uma quantidade de CO² e de Gás Metano, em quantidades assustadoras, sendo injetadas diariamente na atmosfera da Terra.

- Rios, lagos, lagoas, cascatas, tudo secando em conseqüência do aumento da temperatura média global.

O Planeta Terra, em face do acelerado processo de aquecimento global, transformou-se numa mega panela, fervendo e provocando a evaporação de todas as águas.


O manto da terra, com temperaturas igualmente cada vez mais elevadas, está fazendo ferver e evaporar todas as águas disponíveis do planeta.

A atividade humana, desordenadamente gananciosa e inescrupulosa, aviltante, irracional e estúpida, acelerou todos os processos e ritmos naturais de cíclicas mudanças naturais.

Furacões , terremotos, vulcões, tornados, incêndios florestais, escassez de alimentos e de água, em escalas de intensidades e frequências nunca verificadas anteriormente em toda a história da moderna civilização humana, possibilitando admitir a científica hipótese de que a espécie humana potencializou um colapso global de proporções incalculáveis.

Fatores e catástrofes naturais de grandes proporções, constituem-se motores geradores de desestabilização social e econômica.

Dia da Terra gostaria muito de anunciar e divulgar boas notícias para 2016, mas, infelizmente, não temos as boas notícias que gostaríamos de transmitir.

O ano de 2016, tudo indica, nos reserva catástrofes de grandes proporções, em escala de intensidades e magnitudes bem superiores aos desastres naturais já ocorridos em 2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015.

Nos últimos seis anos, desde de 2010, constatou-se uma seqüência surpreendente na escalada de ascensão geométrica de fenômenos naturais de alto poder destrutivo, incompatíveis com a fragilidade da urbanizada e técnico-dependente vida humana moderna, totalmente indefesa e carente de proteções e recursos naturais.

Desejamos, sinceramente, estar completamente errados, mas as nossas projeções matemáticas, com bases científicas, são de que, em 2016, seremos confrontados com desastres naturais de proporções, magnitudes, intensidades e frequências que testarão a capacidade humana de sobreviver.

A mãe natureza poderá surpreender e desmentir o mito da superioridade humana sobre as demais espécies.

Na condição de ser orgânico vivo que a Terra é, existem indícios que já estamos vivenciando um processo de rejeição natural da Terra em relação aos humanos.

A estupidez humana, transformou nossa espécie em um corpo estranho ao nosso planeta, e que precisa ser expulso, pois inviabilizamos a possibilidade de vida de todas as demais espécies e do nosso próprio planeta.


A Terra é viva, é orgânica, química, física, geotérmica e biológica; pulsa, vibra, fala; nasceu num dia astronômico passado, e ela sabe que vai morrer num futuro, próximo ou distante.

Entretanto, a Terra é inteligente, e sabe que livrando-se dos humanos, terá chances maiores de viver mais tempo.

Mas, nós, os humanos, transformamos nosso modo de vida em processo infeccioso altamente nocivo e que compromete a possibilidade vida saudável do nosso planeta, conseqüentemente, estamos num processo de coercitiva e auto-extinção natural.

O Planeta Terra sobreviverá por mais tempo, e com melhor qualidade de vida para as demais espécies, sem a nossa nociva e criminosa presença.

Com constrangida apreensão, vamos aguardar os acontecimentos de 2016.

Retornaremos em dezembro de 2016, relembrando à todos o alerta de hoje.

Dia da Terra
Brasil, Curitiba, 06 de janeiro de 2016