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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A morte da "Liberdade"

A biografia de Steven Jobs, e a repressão ao movimento dos "Indignados", nos Estados Unidos da América, nação símbolo e ícone da "Liberdade" do Mundo contemporâneo, é o atestado de óbito da "Liberdade".

Mas quem matou a Liberdade?

Liberdade, é a ausência de submissão, de servidão e de determinação.

Liberdade é a independência do espírito humano.

Liberdade é a autonomia e a espontaneidade .

Liberdade é o comportamento humano voluntário.

É necessário observar que filósofos como Sartre e Schopenhauer atribuem à liberdade a qualidade de "ser livre".

Liberdade é o sonho de libertação do homem de todas as algemas sociais.

Liberdade é uma causa espontânea, é uma causa não motivada por algo exterior, e sim uma própria decisão sua, apesar de depender de algo como dinheiro ou bens materiais, sua decisão o torna livre.

Para Descartes, age com mais liberdade quem melhor compreende as alternativas em escolha. Quanto mais claramente uma alternativa apareça como a verdadeira, mais facilmente se escolhe essa alternativa.

Pessoas que não buscam informações, têm mais dificuldades para identificar as inúmeras alternativas que existem, pois alternativas são frutos da aquisição dessas informações.

Para Kant, ser livre é ser autônomo, isto, é dar a si mesmo as regras a serem seguidas racionalmente. Todos entendem, mas nenhum homem sabe explicar.

No geral, ser livre é ter capacidade para agir, com a intervenção da vontade pessoal, individual.

Para Sartre, a liberdade é a condição ontológica do ser humano. O homem é, antes de tudo, "Livre".

Mas... quem matou a liberdade?

A Religião matou a liberdade e a independência do espírito humano.

O Comunismo matou a liberdade humana.

O Capitalismo selvagem matou a liberdade.

O processo de industrialização escravizou o espírito humano, matando a liberdade criativa do homem-livre.

Assassinos da Liberdade:

O Relógio,

As Máquinas,

A Hipocrisia,

A Demagogia,

A futilidade,

O conformismo,

O Consumismo,

O "Estado",

O Rei, 

A Segurança Pública,

A Segurança do Estado,

Ordem Pública,

Política,

Judiciário,

Tecnologia moderna,

Regras,

Conforto,

Dominação,

Poder,

As Instituições Sociais,

A Economia,

A Fome,

A Miséria,

As Guerras,

As diferenças sociais e étnicas,

Os preconceitos,

A ignorância, 

A Academia,

As ideologias,

Os dogmas científicos, políticos, econômicos, sociais, religiosos, filosóficos, culturais e étnicos,

O Tecnicismo..

Todos juntos, interligados, ou isoladamente, mataram o sonho de liberdade do espírito humano.

E o "sonho da Liberdade", defendida bravamente por incontáveis mártires, transformou-se em "pesadelo", e no maior fracasso da história da evolução do espírito humano.

RUI SANTOS DE SOUZA
Brasil, Curitiba, 14 de outubro de 2011 - 09h.22