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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Mudanças do clima: as mais pessimistas previsões de ontem, já viraram a terrível realidade de hoje. #COP21



Mudanças do clima: as mais pessimistas previsões de ontem, já viraram a terrível realidade de  hoje.

Todas as mais pessimistas previsões possíveis, em conseqüência das catastróficas mudanças do clima para amanhã, já são realidade hoje.

Infelizmente nada fizemos para minimizar as conseqüências, e, ao contrário do que deveríamos ter feito, intensificamos e aumentamos geometricamente nossas ações criminosas destruidoras de todos os meios ambientes naturais.

Um fato é incontestável: A estúpida espécie humana destruiu de forma irresponsável e criminosa o meio ambiente natural do Planeta Terra.

Todos sabemos que as mudanças do clima e da geologia no planeta terra são cíclicas, mas todos insistem em ignorar que nas mega mudanças ocorridas no passado geológico e climático da terra, nós, os humanos, não estávamos aqui.

Mas aterroriza, e é tremendamente significativo,  na realidade de hoje, as diárias e  trágicas conseqüências, previstas para o futuro,que  já estão ocorrendo agora, globalmente.

E o que é pior, e que  todos ignoram, estão indiferentes, ou fingem não acreditar, é que as colossais forças naturais em colapso possuem uma capacidade de destruição avassaladora.

As mudanças do clima e da geologia, atualmente em curso em toda a Terra, provocarão desastres naturais sem precedentes, nas debilitadas, carentes, sensíveis e vulneráveis áreas de risco, dependentes e interdependentes economicamente, metrópoles e regiões urbanas da Terra, com uma força, intensidade e resultados desconhecidos.

E o que fizemos?   Nada, absolutamente nada, para evitar o aumento da emissão de CO².

Falharam e foram inócuas, todas as tentativas da ONU de conscientizar, mobilizar, e demonstrar a urgência da necessidade de agir de forma urgente e eficiente.

Os interesses pessoais, individualizados e econômicos,  prevaleceram e venceram os desprotegidos e ignorados interesses coletivos, sociais, humanísticos, protetores e garantidores do futuro das próximas gerações.

Nada fizemos para despoluir oceanos e rios.

Nada fizemos para proteger as poucas espécies ameaçadas de extinção, que foram dizimadas pelos múltiplos processos de industrialização empreendidas pela espécie humana nos séculos passados.

Nada fizemos para proteger nossas últimas e poucas florestas que restaram da devastação a que foram submetidas, na busca irracional de madeira para diferentes fins industriais e comerciais.

Nenhum esforço sério e eficiente foi realizado para mudar nossas matrizes fornecedoras de energias.

Criminosa e irresponsavelmente insistimos, ainda agora, em queimar gases nocivos ao meio ambiente.

Não foi executada nenhuma ação séria e responsável para evitar o total derretimento das geleiras, a principal fonte de regulação da estabilidade das temperaturas em todo o planeta Terra.

Cidades foram construídas  em perigosas áreas de risco iminente.

As fontes de água potável foram desperdiçadas e destruídas.

Uma quantidade astronômica de gás metano está sendo liberada na atmosfera, com inevitáveis e imediatas conseqüências, e que não somos capazes de imaginar as tragédias que advirão, em breve, sobre  nosso todos nós.

Incêndios florestais e industriais, tráfego intenso de veículos motores, terrestres, marítimos e aéreos, despejando milhões, bilhões de gases poluentes na atmosfera, por minutos, diariamente.

Produção e comercialização de produtos químicos venenosos ao meio ambiente, com o fim de acelerar o aumento da capacidade de produção,  redução de tempo necessário para o reabastecimento e a conservação de alimentos necessários para alimentar uma densidade irracional de habitantes no planeta.

Impermeabilização dos solos urbanos de forma desnecessária e aleatória, com o único objetivo de especulação imobiliária e financeira pessoais.

Injusta e criminosa distribuição e administração das riquezas naturais de forma auto-sustentável, visando exclusivamente o enriquecimento de uns poucos, em detrimento de uma maioria abandonada e condenada à própria sorte.

Fabricação e utilização de armas de guerras altamente poluentes e destruidoras dos meios ambientes, faunas, floras e ecossistemas sensíveis e frágeis, necessitados de cuidados especiais que garantissem suas preservações, mas que foram, e são destruídos, diariamente.

Abandono e destruição criminosa de todas as espécies vivas naturais,

Indiferença e incredulidade diante de todas advertências que foram emitidas sobre as trágicas conseqüências que poderiam acontecer em face da ação predatória dos humanos contra a Mãe Natureza.

Foram ignorados todos os insistentes avisos, apelos, advertências e previsões.
Reuniões, congressos, palestras, painéis, acordos, comissões, teleconferências, livros, revistas, seriados na televisão, estudos, documentários, enfim, todas as formas e meios de comunicação foram utilizados, por meia dúzias de pessoas conscientes sobre o perigo que ameaçava a sobrevivência da nossa espécie na Terra, mas todo o esforço e horas de trabalhos foi em vão, ninguém prestou a devida e necessária atenção, e nada foi feito de forma urgente e eficiente para evitar o pior, que não vai acontecer, mas  que já está acontecendo.

Os ambientalistas foram ridicularizados e desacreditados em suas previsões e nas emissões de sucessivos e urgentes alertas sobre a necessidade de agir em defesa do meio ambiente.

 COP21 terminou, com resultados muito abaixo de todas as expectativas esperadas, de forma lamentável, triste e melancólica.

 Apesar de todos os fatos e realidades relatados diariamente, a espécie humana mais uma vez foi incapaz de demonstrar e comprovar a falácia da suposta racionalidade humana.

Inicia-se um novo ano: 2016 chegou.

2014 foi um ano terrível e catastrófico, batendo todos os recordes de desastres naturais com graves e severas conseqüências.

2015 foi significativamente pior do que 2014.

E em 2016 , com certeza matemática absoluta, seremos vítimas e agentes causadores de desastres naturais de magnitude ainda mais severos, com base em todos os conhecimentos científicos que conhecemos, em função das  desconhecidas e imprevisíveis conexões entre o clima e a geologia do Planeta Terra.

Foi mais uma tentativa frustrada,  diante do fracasso da COP21, de produzir, determinar e exigir ações urgentes e efetivas de proteções ambientais indispensáveis, garantidoras de um mínimo de esperança para as futuras gerações, estamos confrontados com uma macabra e insofismável certeza: Nós, os humanos, não somos racionais, somos a mais malévola e irracional dentre todas as espécies que já habitaram nosso planeta.

Infeliz 2016!

2016 será mais um ano trágico.

E o pior ainda está por vir.

Nada mudou, continuamos firmes, decididos e determinados em acelerar o processo de auto destruição global.

Todos insistem em ignorar que a  fome, a sede e a ausência de uma habitação segura,   foram e continuam sendo  agentes causadores de várias grandes extinções, de diferentes espécies que já habitaram a Terra ao longo do nosso passado geológico e do clima.

Dia da Terra.
Brasil, Curitiba, 07 de dezembro de 2015.