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terça-feira, 5 de maio de 2015

Liberté, Égalité, Fraternité (em português: liberdade, igualdade e fraternidade).

Revolução Francesa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Revolução Francesa
Queda da Bastilha em 14 de julho de 1789.
ParticipantesSociedade francesa
Localização França
Data1789–1799
Resultado
Revolução Francesa (em francês: Révolution Française, 1789-1799) foi um período de intensa agitação política e social na França, que teve um impacto duradouro na história do país e, mais amplamente, em todo o continente europeu. A monarquia absolutista que tinha governado a nação durante séculos entrou em colapso em apenas três anos. A sociedade francesa passou por uma transformação épica, quando privilégios feudais, aristocráticos e religiosos evaporaram-se sobre um ataque sustentado de grupos políticos radicais de esquerda, das massas nas ruas e de camponeses na região rural do país.1 Antigos ideais da tradição e da hierarquia de monarcas, aristocratas e da Igreja Católica foram abruptamente derrubados pelos novos princípios deLiberté, Égalité, Fraternité (em português: liberdade, igualdade e fraternidade). As casas reais da Europa ficaram aterrorizadas com a revolução e iniciaram um movimento contrário que até 1814 tinha restaurado a antiga monarquia, mas muitas reformas importantes tornaram-se permanentes. O mesmo aconteceu com os antagonismos entre os partidários e inimigos da revolução, que lutaram politicamente ao longo dos próximos dois séculos.
Em meio a uma crise fiscal, o povo francês estava cada vez mais irritado com a incompetência do rei Luís XVI e com a indiferença contínua e a decadência daaristocracia do país. Esse ressentimento, aliado aos cada vez mais populares ideais iluministas, alimentaram sentimentos radicais e a revolução começou em 1789, com a convocação dos Estados Gerais em maio. O primeiro ano da revolução foi marcado pela proclamação, por membros do Terceiro Estado, doJuramento do Jogo da Péla em junho, pela Tomada da Bastilha em julho, pela aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão em agosto e por uma épica marcha sobre Versalhes, que obrigou a corte real a voltar paraParis em outubro. Os anos seguintes foram dominados por lutas entre váriasassembleias liberais e de direita feitas por apoiantes da monarquia no sentido de travar grandes reformas no país.
A Primeira República Francesa foi proclamada em setembro de 1792 e o rei Luís XVI foi executado no ano seguinte. As ameaças externas moldaram o curso da revolução. As guerras revolucionárias francesas começaram em 1792 e, finalmente, apresentaram espetaculares vitórias que facilitaram a conquista da Península Itálica, dos Países Baixos e da maioria dos territórios a oeste do Reno pela França, feitos que os governos franceses anteriores nunca conseguiram realizar ao longo de séculos. Internamente, os sentimentos populares radicalizaram a revolução significativamente, culminando com a ascensão de Maximilien Robespierre, dos jacobinos e de uma ditadura virtual imposta pelo Comitê de Salvação Pública, que estabeleceu o chamado Reino de Terror entre 1793 e 1794, período no qual entre 16 mil e 40 mil pessoas foram mortas.2 Após a queda dos jacobinos e a execução de Robespierre, o Diretório assumiu o controle do Estado francês em 1795 e manteve o poder até 1799, quando foi substituído pelo Consulado em 1799, sob o comando de Napoleão Bonaparte.
A era moderna tem se desdobrado na sombra dos ideais conquistados pela Revolução Francesa. O crescimento dasrepúblicas e das democracias liberais ao redor do mundo, a difusão do secularismo, o desenvolvimento das ideologiasmodernas e a invenção da guerra total3 tiveram o seu nascimento durante a revolução. Eventos subsequentes que podem ser rastreados com a revolução incluem as Guerras Napoleônicas, duas restaurações separadas da monarquia (a primeira em 1814 e a segunda, a Restauração Bourbon, em 1815), e duas revoluções adicionais (1830 e 1848) ajudaram a moldar 

Tomada da Bastilha - Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Tomada da Bastilha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Tomada da Bastilha
Parte da(o) Revolução Francesa
Prise de la Bastille.jpg
Prise de la Bastille por Jean-Pierre Houël
Data14 de julho de 1789
LocalBastilha, Paris, França
DesfechoBastilha tomada, início da revolução popular
Combatentes
França Governo francêsFrança Milícia parisiense(antecessora da Guarda Nacional)
Principais líderes
França Bernard-René Jordan de LaunayFrança Pierre-Augustin Hulin
Forças
114 soldados
30 peças de artilharia
600 - 1000 revoltosos
61 guardas franceses
5 canhões
Vítimas
1 (6 ou 8 mortos após a rendição)98 mortos
73 feridos
A Tomada da Bastilha (em francês: Prise de la Bastille), também conhecida como Queda da Bastilha, foi um evento central daRevolução Francesa, ocorrido em 14 de julho de 1789. Embora aBastilha, fortaleza medieval utilizada como prisão, contivesse apenas oito prisioneiros na epoca, sua queda é tida como um dos símbolos daquela revolução, e tornou-se um ícone da República Francesa. NaFrança, o quatorze juillet (14 de julho) é um feriado nacional, conhecido formalmente como Fête de la Fédération ("Festa da Federação"), conhecido também como Dia da Bastilha em outros idiomas. O evento provocou uma onda de reações em toda a França, assim como no resto da Europa, que se estendeu até a distante Rússia Imperial.
Durante o reinado de Luís XVI, a França passava por uma grande crisefinanceira, desencadeada pelo custo da intervenção do país na Guerra Revolucionária Americana, e exacerbada por um sistema desigual detaxação. Em 5 de maio os Estados-Gerais de 1789 se reuniram para lidar com o problema, porém foram impedidos de agir por protocolos arcaicos, e pelo conservadorismo do Segundo Estado, que consistia danobreza - 1,5% da população do país na época. Em 17 de junho oTerceiro Estado, com seus representantes vindos da classe média, oubourgeoisie (burguesia), se reorganizou na forma da Assembleia Nacional, uma entidade cujo propósito era a criação de umaconstituição francesa. O rei inicialmente opôs-se a este acontecimento, porém acabou sendo obrigado a reconhecer a autoridade da assembleia, que passou a ser chamada de Assembleia Nacional Constituinte.
A invasão da Bastilha e a consequente Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão formaram o terceiro evento desta fase inicial da revolução. A primeira havia sido a revolta da nobreza, ao se recusar a ajudar o rei através do pagamento deimpostos.1 A segunda havia sido a formação da Assembleia Nacional e o Juramento da Sala do Jogo da Péla.
A classe média havia formado a Guarda Nacional, ostentado rosetas tricolores, em azul, branco e vermelho, que logo se tornariam o símbolo da revolução.
Paris estava à beira da insurreição e, nas palavras de François Mignet, "intoxicada com liberdade e entusiasmo",2mostrando amplo apoio à Assembleia. A imprensa publicava os debates realizados na Assembleia, e o debate político acabou se espalhando para as praças públicas e salões da capital. O Palais-Royal e seus jardins tornaram-se palco de uma reunião interminável; e a multidão ali reunida, enfurecida, decidiu arrombar as prisões da Abbaye para soltar algunsgranadeiros que teriam sido presos por disparar contra o povo. A Assembleia encaminhou os guardas presos à clemência do rei, e após retornarem à prisão, acabaram por receber o perdão. As tropas, até então consideradas confiáveis pelo rei, agora passaram a tender pela causa popular3 .

História[editar | editar código-fonte]

A grande prisão do estado terminou sendo invadida porque um jornalista, Camille Desmoulins, até então desconhecido, discutiu em frente ao Palácio Real e pelas ruas dizendo que as tropas reais estavam prestes a desencadear uma repressão sangrenta sobre o povo de Paris. Todos deviam socorrer-se das armas para defender-se. A multidão, num primeiro momento, dirigiu-se aos Inválidos, o antigo hospital onde concentravam um razoável arsenal. Ali, apropriou-se de vinte e oito mil mosquetes e de alguns canhões. Correu o boato de que a pólvora porém se encontrava estocada num outro lugar, na fortaleza da Bastilha. Marcharam então para lá. A massa revoltosa era composta de soldados desmobilizados, guardas, marceneiros, sapateiros, diaristas, escultores, operários, negociantes de vinhos, chapeleiros, alfaiates e outros artesãos, o povo de Paris enfim. A fortaleza, por sua vez, defendia-se com 32 guardas suíços e 82 "inválidos" de guerra, possuindo 15 canhões, dos quais apenas três em funcionamento.
Durante o assédio, o marquês de Launay, o governador da Bastilha, ainda tentou negociar. Os guardas, no entanto, descontrolaram-se, disparando na multidão. Indignado, o povo reunido na praça em frente partiu para o assalto e dali para o massacre. O tiroteio durou aproximadamente quatro horas. O número de mortos foi incerto. Calculam que somaram 98 populares e apenas um defensor da Bastilha.
Launay teve um fim trágico. Foi decapitado e a sua cabeça espetada na ponta de uma lança desfilou pelas ruas numa celebração macabra. Os presos, soltos, arrastaram-se para fora sob o aplauso comovido da multidão postada nos arredores da fortaleza devassada. Posteriormente a massa incendiou e destruiu a Bastilha, localizada no bairro Santo Antônio, um dos mais populares de Paris. O episódio, verdadeiramente espetacular, teve um efeito eletrizante. Não só na França mas onde a notícia chegou provocou um efeito imediato. Todos perceberam que alguma coisa espetacular havia ocorrido. Mesmo na longínqua Königsberg (hoje Kaliningrado, na Prússia Oriental), atingida pelo eco de que o povo de Paris assaltara um dos símbolos do rei, fez com que o filósofo Immanuel Kant, exultante com o acontecimento, pela primeira vez na sua vida se atrasasse no seu passeio diário das 18 horas.
A queda da Bastilha, no 14 de Julho de 1789, ainda hoje é comemorada como o principal feriado e evento francês.

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The final message after Pope Francis' climate change summit couldn't be clearer - Climate Reality ‏@ClimateReality

RT : The final message after Pope Francis' climate change summit couldn't be clearer

Rondon, defensor dos índios e patrono das Comunicações - Ethevaldo Siqueira

Rondon, defensor dos índios e patrono das Comunicações

     
Ethevaldo Siqueira
05/05/2015 - Neste 5 de maio de 2015, Dia Nacional das Comunicações, o Brasil celebra os 150 anos do nascimento de Cândido Mariano da Silva Rondon, o Marechal Rondon, uma das figuras mais notáveis da história do Brasil. Humanista, exemplo de idealismo, pacifista e protetor dos índios brasileiros, ele realiza ao longo de sua vida três grandes obras:
marechal_rondon.jpg1. Lidera a construção de mais de 6 mil quilômetros de linhas telegráficas, que ligaria o Rio de Janeiro, então Capital do País, ao Centro-Oeste e à Amazônia;
2. Dedica-se de corpo e alma à defesa dos indígenas;
3. Conduz pessoalmente os trabalhos de demarcação dos mais de 8.500 quilômetros de fronteiras terrestres do País, e percorre essa distância duas vezes, em trabalho de inspeção.
Como reconhecimento de seu extraordinário trabalho, Rondon foi escolhido como Patrono das Comunicações brasileiras. Idealizador e primeiro diretor do antigo Serviço de Proteção ao Índio (SPI) – criado no governo do presidente Nilo Peçanha, em 1910, hoje Funai-Fundação Nacional do Índio, Rondon condena com veemência todo tipo de violência ou injustiça contra os indígenas brasileiros, que, em sua opinião, "são os mais legítimos donos das terras descobertas por Cabral".
Descendente de índios terena, bororo e guaná, nasce em 5 de maio de 1865, no povoado de Mimoso, então pertencente ao município de Santo Antônio do Leverger, no Estado de Mato Grosso. Em sua homenagem, o dia 5 de maio foi escolhido Dia Nacional das Comunicações.
Órfão de pai e mãe aos seis anos, Rondon é criado pelo tio Manuel Rodrigues da Silva Rondon. Adolescente ainda, acrescenta ao seu nome de batismo – Cândido Mariano da Silva – o sobrenome Rondon, do tio que o havia criado, para não ser confundido com um homônimo de má reputação.
Como defensor convicto dos indígenas brasileiros, Rondon se consagrou no País e no Exterior por seu lema profundamente humanista: Morrer, se preciso for. Matar, nunca. Segue e pratica esse princípio ao longo de toda a sua vida, inteiramente dedicada à pacificação humanitária e civilizadora dos trópicos.
marechal_rondon2.jpgDemarcando as fronteiras do País
Ao longo de sua vida, Rondon chefia diversas missões demarcatórias de fronteiras e percorre mais de 100 mil quilômetros de sertões, cruzando rios, picadas na floresta, caminhos toscos ou estradas primitivas. Em sua autobiografia, ele relembra com orgulho que percorreu e inspecionou por duas vezes, os mais de 8.500 quilômetros de fronteiras terrestres do Brasil, do Oiapoque ao Chuí.
Em suas incontáveis expedições pelos sertões do Centro-Oeste e da Amazônia elabora as primeiras cartas geográficas de territórios até então desconhecidos dos registros nacionais de cerca de 500 mil quilômetros quadrados, ou seja, uma área maior do que a França.
6,6 mil km de linhas telegráficas
Como líder da Comissão de Construção de Linhas Telegráficas do Estado de Mato Grosso, ele comanda a implantação de mais de 6,6 mil quilômetros de linhas telegráficas, de 1890 a 1916, que interligam diversos trechos existentes entre a Capital do País, Rio de Janeiro, e São Paulo, e prosseguem até o Triângulo Mineiro e alcançam Santo Antônio do Madeira, na Amazônia, trabalho considerado o primeiro e gigantesco esforço de integração nacional por meio das Comunicações.
Para os índios, as linhas telegráficas são chamadas de "língua do Mariano". Rondon, por sua vez, diz que elas são as "sondas do progresso". Por essa obra extraordinária, Rondon ganha das Forças Armadas o título de Patrono das Comunicações Brasileiras.
Só no período de 1907 a 1909, Rondon percorre 5.666 quilômetros enquanto inspeciona a construção de linhas telegráficas e faz o levantamento carto-geográfico da região que forma o atual Estado de Rondônia, cujo nome foi dado em sua homenagem, por sugestão de Roquete-Pinto, que o considerava "o ideal feito Homem". A partir de 17 de fevereiro de 1956, o antigo Território Federal do Guaporé passa a chamar-se Território Federal de Rondônia – hoje Estado de Rondônia.
Anfitrião de Theodoro Roosevelt
Em 21 de janeiro 1914, inicia a histórica Expedição Científica Rondon-Roosevelt, em Tapirapuã, Mato Grosso, em companhia do ex-presidente dos Estados Unidos, Theodoro Roosevelt (1858-1919). A expedição termina em 26 de abril de 1914 na confluência dos rios da Dúvida e Aripuanã, depois de percorrer quase 3 mil quilômetros pelos sertões de Mato Grosso e Amazonas, de ter descoberto nascentes de rios e ter refeito as cartas geográficas de Mato Grosso e vastas áreas do atual Estado de Rondônia.
Na opinião do ex-presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, esse brasileiro foi uma figura rara na humanidade: "Como homem –– Rondon tem todas as virtudes de um sacerdote. É um puritano de uma perfeição inimaginável na Época Moderna. (...) A América pode apresentar ao mundo duas realizações ciclópicas: ao norte, o canal do Panamá; ao sul, o trabalho de Rondon, científico, pragmático, humanitário".
Partidário do positivismo, Rondon participa dos movimentos abolicionista e republicano – mas recusa-se a apoiar todas as revoluções. É, com certeza, um dos maiores brasileiros do século 20.
Professor e engenheiro militar
Na capital mato-grossense estudou no Liceu Cuiabano, onde se diplomou, aos 16 anos, com distinção, como professor primário. Em 26 de novembro de 1881, o jovem professor decide ingressar no Exército Brasileiro e embarca para o Rio de Janeiro com destino à Escola Militar da corte imperial. Faz longa viagem fluvial de Cuiabá a Buenos Aires, de onde prossegue, pelo Atlântico, até ao Rio de Janeiro. A 6 de março de 1883, matricula-se na Escola Militar. Após cinco anos, concluiu todos os seus cursos, com distinção. É, então, nomeado Alferes.
Presta exames de estado-maior e de engenheiro e obtém o título de bacharel em matemática e ciências naturais. É promovido ao posto de Tenente e promovido a ajudante da Comissão Telegráfica de Cuiabá ao Araguaia.
Rondon inicia, assim, sua vida de sertanista. Pacifica tribos indígenas, levanta dados geográficos e cartográficos de extensas áreas desconhecidas do território brasileiro, inspeciona as fronteiras do País desde o Oiapoque ao Rio Grande do Sul, preside o Conselho Nacional de Proteção aos Índios, cria Parques Indígenas, arbitra questões de fronteiras entre Peru e Colômbia.
Seu nome designa desde 1981 o Estado de Rondônia, um dos Estados da Federação, até então denominado Território de Guaporé. Por lei especial do Congresso Nacional, é elevado ao posto de Marechal. O Senado entrega-lhe as respectivas insígnias em sessão solene conjunta com a Câmara, em 5 de maio de 1955.
Patrono da Arma de Comunicações do Exército, por ato contido em decreto nº 51.960 de 26.4.63, Rondon foi reconhecido 27-04-1971 pela Presidência da República e pelo Ministério das Comunicações como o "Patrono das Comunicações Nacionais". O dia de seu nascimento, 5 de maio, como Dia Nacional das Comunicações.

Aos 92 anos, no dia 19 de janeiro de 1958, no Rio de Janeiro, numa tarde ensolarada, faleceu o grande brasileiro Cândido Mariano da Silva Rondon. Suas últimas palavras antes de fechar os olhos, foi o grito quase delirante:
"Viva a República".